À primeira vista pode parecer que é o Código de Estrada o tema deste desabafo, mas não!
Em vários aspectos da vida é importante saber manter uma certa e determinada distância de segurança. Falo em concreto dos sentimentos e das relações que se geram através deles.
Quando se inicia uma relação, seja ela de que género for, há sempre aquela expectativa de como se vai desenvolver, o desejo de que perdure por muito tempo, mas também há o medo, o receio de que a relação padeça.
Os primeiros tempos são sempre inesquecíveis… as promessas que se fazem, os sonhos que se criam juntos, o querer partilhar tudo e mais alguma coisa, a vontade constante de se estar junto, a saudade que surge logo no momento a seguir à despedida, as aventuras que se vivem, as loucuras saudáveis que se partilham, os segredos, … enfim… mil e uma coisas maravilhosas que nos animam e nos enche o coração de alegria e orgulho.
Porém, e é lamentável que assim seja, mas por vezes, e como ninguém é perfeito, essas relações perdem o encanto, tornam-se azedas. É uma fase terrível, pois nessa altura todos os nossos medos iniciais parecem ganhar força própria e tornam-se cada vez mais reais.
Todos os nossos valores e crenças são postos em causa quando a nossa estimada e desejada relação começa a ser atacada e absorvida por sentimentos e atitudes nefastas. É pena mas infelizmente todos nós já sofremos na pele nalguma altura da nossa vida o choque de saber que algo que nos era tão querido é, aos poucos, destruído por motivos vários como por exemplo a mentira, a traição, o cinismo, a falsidade, os “segundos interesses”, o oportunismo, a hipocrisia, …
Aí o desgosto aparece. É como se nos atirassem, com toda a força, uma pedra pontiaguda bem direccionada ao coração! Parece que nada fez sentido, até a confiança em nós próprios perdemos e acabamos por entrar em depressão!!
Por isso, antes de amarmos alguém, devemos aprender a amarmo-nos a nós próprios, acima de tudo.
É bom usufruir de todos os bons momentos que uma relação nos pode dar, é bom vivê-los com toda a intensidade e é óptimo recordar isso passado algum tempo, mas também é necessário manter a racionalidade e ter a consciência de que toda a gente erra…
Por vezes, pode ser sem essa intenção, mas acabamos por sair magoados com alguns gestos, com algumas palavras…
Manter uma distância de segurança entre o sonho e a realidade talvez seja o melhor caminho para minimizar sofrimentos…
É difícil, eu sei! Falo por experiencia própria! Se não gostarmos de nós próprios, ninguém mais gostará!
Cindy Sousa, 30.Setembro.2006

Oh minha tosca bigada pelo comentario, ah e mais uma coisinha ADOREI os teus textos, quem te disse que tinhas jeito pa escrever, de facto, é verdade!!!
ResponderEliminarcada palavra, cada frase, cada sentimento que os teus textos transmitem, reflectem a realidade do dia'a'dia da maior parte das vidas deste mundo...
Força e continua oh economista Escritora :D
Te ja tou a ver, os f uturos livros de economia a terem mais encanto quando forem lidos, pois transmitem a realidade dos tempos, e ao mesmo tempo o inigma e o desejo por descobrir o final da economia portuguesa eheheh
te te tou a ver a tirar o lugar ao pinho nos livros de finanças eheheh
Beijo minha porca !!!