E lá vem ela voando saltitante com o seu ar gracioso e contagiante!
O seu rosto expressa energia de viver, e o ritmo do seu corpo assim o acompanha, envolvido em vontade e desejo… Basta um subtil cruzamento por ela para desde logo se ficar fascinado com um ser assim, tão leve, solto, singelo, … amável!
Liberdade é o seu apelido, sem dúvida! Para esta borboleta nada mais é tão valioso do que voar livremente… Aventurar-se por todos os campos, coloridos e também os agrestes… Não importa se o caminho é longo, ou se pode ser doloroso… Valerá sempre a pena, basta que a vontade de ir à descoberta surja!
Poucos de nós temos o privilégio da comunhão com tão jovial e ímpar individualidade! Mas não é tarefa fácil saber lidar com uma personalidade tão independente… Não vive sem amor, mas este amor não pode, de todo, prender-lhe as asas… Só seremos merecedores da sua consideração e verdadeira estima se soubermos respeitar o seu campo de manobra! Se por um mero descuido ou distracção violarmos o seu espaço, toda a sua teimosia furiosa se exterioriza num aterrorizador silêncio, fruto do orgulho que instintivamente alimenta como auto-defesa.
Sensível, procura proteger-se a ela própria de todos os possíveis perigos ou medos que não quer englobar na sua vida descomprometida e ao mesmo tempo tão carente…
Sonhadora mas sem delírios inúteis. Para ela, o tempo é para ser aproveitado com muita acção e pouca meditação. Vive por impulsos e não por regras sociais! Por vezes, sente-se rendida a procurar conselhos, mas se não a agradarem, acabará por seguir as suas próprias doutrinas, atirando-se de cabeça, se só assim encontrar satisfação!
Possuidora de uma simplicidade tão excepcional, muitas vezes se torna um autêntico paradoxo para quem a observa… Esta brilhante borboleta manifesta o que sente sempre tímida e discretamente, mostrando os traços e cores das suas asas apenas a quem sente total confiança.
Abraçá-la sem prendê-la; ouvi-la com interesse; compreendê-la com carinho; orientá-la sem imposições; limpar-lhe as lágrimas com lenços puros de amor; memorá-la com saudade; celebrar cada sorriso espontâneo da sua alma; enaltecer todo o seu esplendor sem apontar-lhe pejorativamente o dedo…
Entender a sua essência é deixá-la ir, e de certo que ela voltará, agradecida!
Assim és tu!
Obrigada pela criação que temos feito juntas: A Nossa Amizade!
Ensinas-me a voar? =P
Para: Ana Soares.
Cindy Sousa, 31.Maio.2009
Queda Livre
Longe vão os tempos em que o valor da palavra dada era condição necessária e suficiente para assumir qualquer tipo de responsabilidades e compromissos entre as pessoas.
Confiança, fidelidade, lealdade, cumplicidade, honestidade, frontalidade, … são alguns dos exemplos de palavras que estão bem presentes na nossa língua viva, mas no entanto, o seu significado creio estar cada vez mais morto!
Quem realmente, hoje em dia, se preocupa com estes valores?
Poucos! São mesmo muito poucos aqueles que ainda se atrevem a seguir religiosamente as doutrinas que estes valores representam. E destes seres cada vez mais extintos, quantos é que não sofrem as consequências pesadas de seguirem as regras, de não pularem a cerca do Bem? Pois… talvez nenhum!
Quantas vezes acabamos por nos arrepender por ter atitudes fidedignas com quem nos amaldiçoa nas nossas costas? É inevitável não passar por este sentimento. Acredito piamente que todos nós, em alguma circunstância da nossa vida, ponderámos melhor sobre algum gesto bondoso da nossa parte para com outrem e sentimos que não valeu a pena, que teríamos ganhado mais em estarmos quietos no nosso canto.
A sociedade sofreu grandes mutações ao longo dos séculos. Apesar da minha grande inexperiência de vida, e da minha bagagem de vivências ser ainda diminuta, consigo enxergar claramente como os critérios de conduta do Ser Humano têm declinado abismalmente.
Crescemos a ouvir os conselhos e alertas dos nossos progenitores. É-nos incutida a responsabilidade de sermos boas pessoas, de sermos correctos com os outros e connosco próprios. Fazemos disso ideais de vida e, inconscientemente, acabamos por julgar que os outros são estruturados das mesmas bases que nós. Pensamos que todos foram preparados para a vida como nós fomos. Mas nem toda a gente (quase ninguém!, em boa verdade) teve o privilégio de ter tamanha educação e aprendizagem!
E à conta disso, este Mundo vai diminuindo de qualidade no que toca à raça humana. Os bons são maltratados pelos maus, e os maus serão sempre maus ou ainda piores!
É uma queda livre nos valores sensatos que as gerações transactas cultivaram para nos oferecer e que nós (ou a maioria de nós) não estamos a saber aproveitar… E se esta queda livre não parar, o que vai ser feito das gentes vindouras? Que pais seremos nós para educar os nossos filhos? Em que bases nos vamos sustentar para os educar? Como vamos educar alguém se Educação é algo que está em risco de extinção, já nesta geração actual?
Apesar do grande desalento que me invade visceralmente ao olhar de frente para esta realidade enferma, ainda consigo alimentar uma ínfima esperança de que algum travão faça mudar a mentalidade competitiva e crespa desta sociedade.
Que os bons nunca desistam de o ser, e que os maus aprendam com os bons a serem pessoas melhores!
Cindy Sousa, 04.Maio.2009
Confiança, fidelidade, lealdade, cumplicidade, honestidade, frontalidade, … são alguns dos exemplos de palavras que estão bem presentes na nossa língua viva, mas no entanto, o seu significado creio estar cada vez mais morto!
Quem realmente, hoje em dia, se preocupa com estes valores?
Poucos! São mesmo muito poucos aqueles que ainda se atrevem a seguir religiosamente as doutrinas que estes valores representam. E destes seres cada vez mais extintos, quantos é que não sofrem as consequências pesadas de seguirem as regras, de não pularem a cerca do Bem? Pois… talvez nenhum!
Quantas vezes acabamos por nos arrepender por ter atitudes fidedignas com quem nos amaldiçoa nas nossas costas? É inevitável não passar por este sentimento. Acredito piamente que todos nós, em alguma circunstância da nossa vida, ponderámos melhor sobre algum gesto bondoso da nossa parte para com outrem e sentimos que não valeu a pena, que teríamos ganhado mais em estarmos quietos no nosso canto.
A sociedade sofreu grandes mutações ao longo dos séculos. Apesar da minha grande inexperiência de vida, e da minha bagagem de vivências ser ainda diminuta, consigo enxergar claramente como os critérios de conduta do Ser Humano têm declinado abismalmente.
Crescemos a ouvir os conselhos e alertas dos nossos progenitores. É-nos incutida a responsabilidade de sermos boas pessoas, de sermos correctos com os outros e connosco próprios. Fazemos disso ideais de vida e, inconscientemente, acabamos por julgar que os outros são estruturados das mesmas bases que nós. Pensamos que todos foram preparados para a vida como nós fomos. Mas nem toda a gente (quase ninguém!, em boa verdade) teve o privilégio de ter tamanha educação e aprendizagem!
E à conta disso, este Mundo vai diminuindo de qualidade no que toca à raça humana. Os bons são maltratados pelos maus, e os maus serão sempre maus ou ainda piores!
É uma queda livre nos valores sensatos que as gerações transactas cultivaram para nos oferecer e que nós (ou a maioria de nós) não estamos a saber aproveitar… E se esta queda livre não parar, o que vai ser feito das gentes vindouras? Que pais seremos nós para educar os nossos filhos? Em que bases nos vamos sustentar para os educar? Como vamos educar alguém se Educação é algo que está em risco de extinção, já nesta geração actual?
Apesar do grande desalento que me invade visceralmente ao olhar de frente para esta realidade enferma, ainda consigo alimentar uma ínfima esperança de que algum travão faça mudar a mentalidade competitiva e crespa desta sociedade.
Que os bons nunca desistam de o ser, e que os maus aprendam com os bons a serem pessoas melhores!
Cindy Sousa, 04.Maio.2009
Fairy tale
So come girl… Come and have a place close to me… Can you hear me well? ‘Cause there’s something I need to say… A something that I cannot understand, and I hope you can explain…
So let’s start to talk about your fairy tale. Yes, this is a dream! Do you really believe that will be real???
I confess, your notion about life is so short, than I cannot imagine it could be… This put me sad, ‘cause all the things I said, all the things I wrote to you, and everything I did for you, now I see that not worth a thing.
Just because you are an incredible paradox of human being… You follow your life through opposites. How can you be really happy with this kind of life?
We know so well that when you go to bed, you wish have someone with you, touching your face with care, telling you sweet things, you know, what you really need is Love! True Love!! Not this man that I’m doubting if he’s in effect a MAN!
But you persist in try to find love and care, following the wrong ways, doing things prohibited. Are you insane? Why do you insisting break the rules? Is this your way to show to world you are here?
Let me explain this! You don’t need to disappoint people, don’t need to tease who really cares with you. You deserve more, why don’t you try to be honest with yourself once?
If you believe that he will choose you, that he will fight for you and make you see that you are special, do not you fooled! The way he deceives you, he has deceived others in the same way. And you know that! So, if you know this, don’t keep living this dream! This is not real, and will never be!
But now is your turn to choose by your own way. Someone told me: “No-one can change the future of the others.”
If you wanna fall, you’ll fall alone.
I only have one thing to say to you: Good Luck!
And you boy, you really put me sick! Who do you think you are to dominate someone like this? Remember, every evil is paid. Justice can delay but not crashes! And your day, sooner or later, will arrive! But meanwhile not ruining the lives of innocent people! You not valley a shit! And you can be sure that I will be watching you! I will be watching you!! .l.
Shame on you, Girl! Hate you, Boy!
Cindy Sousa, 29.Abril.2009
So let’s start to talk about your fairy tale. Yes, this is a dream! Do you really believe that will be real???
I confess, your notion about life is so short, than I cannot imagine it could be… This put me sad, ‘cause all the things I said, all the things I wrote to you, and everything I did for you, now I see that not worth a thing.
Just because you are an incredible paradox of human being… You follow your life through opposites. How can you be really happy with this kind of life?
We know so well that when you go to bed, you wish have someone with you, touching your face with care, telling you sweet things, you know, what you really need is Love! True Love!! Not this man that I’m doubting if he’s in effect a MAN!
But you persist in try to find love and care, following the wrong ways, doing things prohibited. Are you insane? Why do you insisting break the rules? Is this your way to show to world you are here?
Let me explain this! You don’t need to disappoint people, don’t need to tease who really cares with you. You deserve more, why don’t you try to be honest with yourself once?
If you believe that he will choose you, that he will fight for you and make you see that you are special, do not you fooled! The way he deceives you, he has deceived others in the same way. And you know that! So, if you know this, don’t keep living this dream! This is not real, and will never be!
But now is your turn to choose by your own way. Someone told me: “No-one can change the future of the others.”
If you wanna fall, you’ll fall alone.
I only have one thing to say to you: Good Luck!
And you boy, you really put me sick! Who do you think you are to dominate someone like this? Remember, every evil is paid. Justice can delay but not crashes! And your day, sooner or later, will arrive! But meanwhile not ruining the lives of innocent people! You not valley a shit! And you can be sure that I will be watching you! I will be watching you!! .l.
Shame on you, Girl! Hate you, Boy!
Cindy Sousa, 29.Abril.2009
(Sem Título 2)
Posso não ser exactamente a pessoa que tu gostavas que eu fosse.
Posso não ter um lugar de topo na tua vida.
Posso até estar presente quando tu precisas e também quando tu desejas que eu não esteja.
Posso me machucar, esbarrar com a cara no chão, só para que tu não passes por isso.
Posso levar-te a fazer coisas do jeito que tu não querias fazer, e posso fazer-te pensar em coisas que tu nunca imaginarias.
Posso levar-te até à exaustão. Mas também posso deixar-te a morrer de saudades minhas.
Posso fazer de conta que não ligo nenhuma, mas não posso honestamente fazê-lo.
Posso recorrer ao insulto, bater com a mão na mesa e fechar a porta com força atrás de mim.
Mas também posso agonizar com o arrependimento.
Posso pedir desculpa, posso desejar que tu me peças desculpa.
Posso crer no amanhã, com base no que pude ontem, e antes de ontem, e….
Se bem que também posso deitar tudo fora para puder ter um novo amanhã.
E tu?
Tu podes fazer de mim gato-sapato.
Podes virar do avesso o meu mundo e todas as minhas convicções.
Podes, uns dias, ser um doce. E podes também, noutros dias, ser um cubo de gelo.
Podes dizer para eu ir, e no dia a seguir podes implorar-me para eu voltar.
Podes dizer que não dá mais.
Podes ir embora.
Podes nunca mais voltar.
Mas eu sei, e tu sabes também, que podes pensar que podes viver sem mim, mas a recordação de tudo que eu pude fazer por ti, de tudo que eu pude e que tu pudeste, que nós pudemos ser, isso tu nunca vais puder esquecer, e nunca o vais puder viver com outro alguém que não eu!
Cindy Sousa, 23 de Abril de 2009
Posso não ter um lugar de topo na tua vida.
Posso até estar presente quando tu precisas e também quando tu desejas que eu não esteja.
Posso me machucar, esbarrar com a cara no chão, só para que tu não passes por isso.
Posso levar-te a fazer coisas do jeito que tu não querias fazer, e posso fazer-te pensar em coisas que tu nunca imaginarias.
Posso levar-te até à exaustão. Mas também posso deixar-te a morrer de saudades minhas.
Posso fazer de conta que não ligo nenhuma, mas não posso honestamente fazê-lo.
Posso recorrer ao insulto, bater com a mão na mesa e fechar a porta com força atrás de mim.
Mas também posso agonizar com o arrependimento.
Posso pedir desculpa, posso desejar que tu me peças desculpa.
Posso crer no amanhã, com base no que pude ontem, e antes de ontem, e….
Se bem que também posso deitar tudo fora para puder ter um novo amanhã.
E tu?
Tu podes fazer de mim gato-sapato.
Podes virar do avesso o meu mundo e todas as minhas convicções.
Podes, uns dias, ser um doce. E podes também, noutros dias, ser um cubo de gelo.
Podes dizer para eu ir, e no dia a seguir podes implorar-me para eu voltar.
Podes dizer que não dá mais.
Podes ir embora.
Podes nunca mais voltar.
Mas eu sei, e tu sabes também, que podes pensar que podes viver sem mim, mas a recordação de tudo que eu pude fazer por ti, de tudo que eu pude e que tu pudeste, que nós pudemos ser, isso tu nunca vais puder esquecer, e nunca o vais puder viver com outro alguém que não eu!
Cindy Sousa, 23 de Abril de 2009
Dei por mim a sorrir!
Dei por mim a sorrir!
Sozinha no quarto, descontraidamente deitada, com um braço a fazer de “tripé” à minha cabeça e com um sorriso misterioso na boca… Foi assim que me deparei quando voltei ao meu estado consciente…
Terei estado noutra dimensão muito tempo? Ou apenas alguns segundos? Não sei… Perdi por completo a noção de tempo…
Ao voltar à realidade, era notária a sensação de que estivera embebida em pensamentos profundos… Tão profundos que alguns dos quais não sou capaz sequer de me lembrar… Estaria eu a sonhar acordada?
Fosse qual fosse o estranho fenómeno pelo qual havia passado, tivesse sido ele perene ou efémero, uma certeza tinha – EU ESTAVA A SORRIR!
E olhando mais pormenorizadamente para o assunto, afinal de contas não era só a minha boca que sorria… Conseguia decifrar com toda a clareza uma sensação magnífica por todo o meu corpo! Tudo em mim fora invadido por uma intensa leveza e, uma sensação de bem-estar tinha-se instalado em todos os meus membros.
Mas então, em que estivera eu a pensar??? Por onde terei andado a flutuar?
Encetei então uma pesquisa minuciosa em busca de respostas… Poderiam chamar-me de louca por estar a dar tanta atenção a um caso tão simples da vida… Mas terá sido mesmo este, um caso simples? As sensações que me estava a proporcionar não eram sensações que eu tivesse o privilégio de sentir todos dias. Logo, e para mim bastava-me apenas e só este facto, valia a pena investigar as origens destas vibrações. Considerando a escassez destas ocorrências fazia todo o sentido desvendar a sua fonte, para noutras ocasiões poder repetir tal harmonia no corpo e na alma. Mas… mesmo que encontrasse as respostas que ansiava, mesmo que descobrisse como fazer para o voltar a sentir, sempre que fosse meu apanágio, será que seria igual ao fenómeno que vivi? Será que o resultado em mim iria ser o mesmo?
Bem… apesar de não saber as respostas para estas inquietações, decidi avançar na pesquisa…
Comecei pelo que me pareceu mais fácil: Quais foram os pensamentos mais recentes? Em que estivera a pensar momentos antes de ter ressurgido perante a vida real?
Apressei-me logo a pôr “mãos à obra”, não fosse a memória atraiçoar-me e até estas lembranças recentes me roubar…
Vultos… Consigo lembrar-me de corpos… Mas algo de estranho havia com estes semblantes… estavam escuros. Tão negros que não consegui descortinar os rostos a que pertenciam…
De facto, não havia nada de errado com aquelas figuras! Eram apenas sintomas da minha memória a esvair-se. Não! Isso não pode acontecer até que chegue, pelo menos, ao reconhecimento de algum rosto naqueles corpos! Fiz um esforço, grande! E daí a instantes, a imagem na minha mente tornou-se cada vez menos sombria… Aos poucos, havia uma clareza cada vez mais nítida e também outro obstáculo pela frente: reconhecer os rostos!
Eram caras que me proporcionavam uma sensação de familiaridade. Já tivera eu visto aquelas pessoas outrora? Será que estivera com elas em algum instante da minha vida?
Talvez fossem apenas actores de alguma novela da Tv., ou talvez tivesse passado por estas pessoas na rua, enquanto caminhava apressada…
Mas… algo me fazia sentir que havia uma maior ligação entre mim e estas caras… Mas qual?
O exercício da mente é algo que nos exige muita concentração e paciência para que consigamos algum tipo de resultado. É preciso dar o tempo necessário à nossa própria memória para que ela fale connosco…
Até que, subitamente, um flash disparou!
Já sabia quem eram aquelas pessoas! Já sabia que não eram actores, nem transeuntes… Aquelas pessoas… Meu Deus… aqueles rostos, aqueles vultos pertenciam aos meus amigos! Tinham sido as pessoas especiais da minha vida que me tinham invadido o pensamento, que me haviam deixado com esta sensação de plenitude…
Por fim, ao constatar que durante aquele estranho fenómeno, estivera a recordar as pessoas que dão sentido à minha vida, o meu sorriso aumentou!
CONTINUO A SORRIR!!!
Cindy Sousa, 15 de Abril de 2009
Sozinha no quarto, descontraidamente deitada, com um braço a fazer de “tripé” à minha cabeça e com um sorriso misterioso na boca… Foi assim que me deparei quando voltei ao meu estado consciente…
Terei estado noutra dimensão muito tempo? Ou apenas alguns segundos? Não sei… Perdi por completo a noção de tempo…
Ao voltar à realidade, era notária a sensação de que estivera embebida em pensamentos profundos… Tão profundos que alguns dos quais não sou capaz sequer de me lembrar… Estaria eu a sonhar acordada?
Fosse qual fosse o estranho fenómeno pelo qual havia passado, tivesse sido ele perene ou efémero, uma certeza tinha – EU ESTAVA A SORRIR!
E olhando mais pormenorizadamente para o assunto, afinal de contas não era só a minha boca que sorria… Conseguia decifrar com toda a clareza uma sensação magnífica por todo o meu corpo! Tudo em mim fora invadido por uma intensa leveza e, uma sensação de bem-estar tinha-se instalado em todos os meus membros.
Mas então, em que estivera eu a pensar??? Por onde terei andado a flutuar?
Encetei então uma pesquisa minuciosa em busca de respostas… Poderiam chamar-me de louca por estar a dar tanta atenção a um caso tão simples da vida… Mas terá sido mesmo este, um caso simples? As sensações que me estava a proporcionar não eram sensações que eu tivesse o privilégio de sentir todos dias. Logo, e para mim bastava-me apenas e só este facto, valia a pena investigar as origens destas vibrações. Considerando a escassez destas ocorrências fazia todo o sentido desvendar a sua fonte, para noutras ocasiões poder repetir tal harmonia no corpo e na alma. Mas… mesmo que encontrasse as respostas que ansiava, mesmo que descobrisse como fazer para o voltar a sentir, sempre que fosse meu apanágio, será que seria igual ao fenómeno que vivi? Será que o resultado em mim iria ser o mesmo?
Bem… apesar de não saber as respostas para estas inquietações, decidi avançar na pesquisa…
Comecei pelo que me pareceu mais fácil: Quais foram os pensamentos mais recentes? Em que estivera a pensar momentos antes de ter ressurgido perante a vida real?
Apressei-me logo a pôr “mãos à obra”, não fosse a memória atraiçoar-me e até estas lembranças recentes me roubar…
Vultos… Consigo lembrar-me de corpos… Mas algo de estranho havia com estes semblantes… estavam escuros. Tão negros que não consegui descortinar os rostos a que pertenciam…
De facto, não havia nada de errado com aquelas figuras! Eram apenas sintomas da minha memória a esvair-se. Não! Isso não pode acontecer até que chegue, pelo menos, ao reconhecimento de algum rosto naqueles corpos! Fiz um esforço, grande! E daí a instantes, a imagem na minha mente tornou-se cada vez menos sombria… Aos poucos, havia uma clareza cada vez mais nítida e também outro obstáculo pela frente: reconhecer os rostos!
Eram caras que me proporcionavam uma sensação de familiaridade. Já tivera eu visto aquelas pessoas outrora? Será que estivera com elas em algum instante da minha vida?
Talvez fossem apenas actores de alguma novela da Tv., ou talvez tivesse passado por estas pessoas na rua, enquanto caminhava apressada…
Mas… algo me fazia sentir que havia uma maior ligação entre mim e estas caras… Mas qual?
O exercício da mente é algo que nos exige muita concentração e paciência para que consigamos algum tipo de resultado. É preciso dar o tempo necessário à nossa própria memória para que ela fale connosco…
Até que, subitamente, um flash disparou!
Já sabia quem eram aquelas pessoas! Já sabia que não eram actores, nem transeuntes… Aquelas pessoas… Meu Deus… aqueles rostos, aqueles vultos pertenciam aos meus amigos! Tinham sido as pessoas especiais da minha vida que me tinham invadido o pensamento, que me haviam deixado com esta sensação de plenitude…
Por fim, ao constatar que durante aquele estranho fenómeno, estivera a recordar as pessoas que dão sentido à minha vida, o meu sorriso aumentou!
CONTINUO A SORRIR!!!
Cindy Sousa, 15 de Abril de 2009
Sazonalidade dos Sentimentos
Está frio! É certo que lá fora chove, a natureza apresenta tons de cinza e a vida parece que não vive. Mas o frio que sinto não vem de fora. Está cá dentro, como se alguém me tivesse depositado numa arca congeladora… Não falo do meu corpo, mas sim da minha alma… do meu coração!
Se os sentimentos fossem como as estações do ano, tudo seria mais simples. Pelo menos teria a certeza que depois da alegria e entusiasmo, comparável ao Verão, passaria para uma acalmia eterna, residente no Outono e, mesmo que passasse pela depressão gémea do Inverno, saberia que mais tarde a minha aura voltaria a florir primaverilmente.
Mas a sensação que persiste agora é que passei drasticamente de um Verão efémero para o gelado e solitário Inverno.
A esperança congelou, a alegria quebrou de cieiro. Parece que nada se move. Nada se sente… apenas o frio! O vazio… Apenas resta a profundidade dolorosa e cortante de memórias de uma época que tão rapidamente veio como se foi. O calor de cada gesto afectuoso, que me bronzeava a alma de dia para dia. A vontade, o desejo, o pensamento futurista que se alimentava no meu corpo nu, em plena praia de sentimentos… Algo muito perto da teoria do “sonho tornado realidade” que me fora roubado com a frieza veloz de outra estação; de outra realidade, talvez da verdadeira realidade, a efectiva…
Pois, como ouvi algures, o erro faz parte da vida… Quem arrisca, tanto pode ganhar como perder. Ganhei ou perdi?
Talvez tenha ganhado! Justiça seja feita – o valor das coisas não está no tempo que duram, mas sim na intensidade com que são vividas. E, pelo menos, eu vivi intensamente. Ingenuamente. Imaturamente. Acreditei, apostei, e vivi sem pensar que poderia estar a alimentar um conto de fadas. Ganhei, porque é com a experiência que se aprende, que se amadurece, que se humaniza! Ganhei, porque é na convivência com os outros que nos conhecemos melhor a nós próprios. Ganhei ao mostrar a minha essência, genuína e sincera! Se não foi estimada, se não foi valorizada e tomada em linha de conta, isso já não é da minha responsabilidade. Fui quem sou, e ganhei por isso mesmo!
Se perdi, apenas foi o sonho e a vontade de prolongar no tempo este estado de espírito que se esvaneceu de forma precoce.
A vida é isto mesmo – um ciclo sazonal de sentimentos e emoções. Uns dias tudo floresce e brilha, outros dias tudo padece, falece… até voltar a nascer mais tarde, de uma forma ou de outra!
Por agora, continua frio.
Talvez o sol volte a brilhar amanhã, ou depois… Quem sabe?
Cindy Sousa, 11.Dezembro.2008
Se os sentimentos fossem como as estações do ano, tudo seria mais simples. Pelo menos teria a certeza que depois da alegria e entusiasmo, comparável ao Verão, passaria para uma acalmia eterna, residente no Outono e, mesmo que passasse pela depressão gémea do Inverno, saberia que mais tarde a minha aura voltaria a florir primaverilmente.
Mas a sensação que persiste agora é que passei drasticamente de um Verão efémero para o gelado e solitário Inverno.
A esperança congelou, a alegria quebrou de cieiro. Parece que nada se move. Nada se sente… apenas o frio! O vazio… Apenas resta a profundidade dolorosa e cortante de memórias de uma época que tão rapidamente veio como se foi. O calor de cada gesto afectuoso, que me bronzeava a alma de dia para dia. A vontade, o desejo, o pensamento futurista que se alimentava no meu corpo nu, em plena praia de sentimentos… Algo muito perto da teoria do “sonho tornado realidade” que me fora roubado com a frieza veloz de outra estação; de outra realidade, talvez da verdadeira realidade, a efectiva…
Pois, como ouvi algures, o erro faz parte da vida… Quem arrisca, tanto pode ganhar como perder. Ganhei ou perdi?
Talvez tenha ganhado! Justiça seja feita – o valor das coisas não está no tempo que duram, mas sim na intensidade com que são vividas. E, pelo menos, eu vivi intensamente. Ingenuamente. Imaturamente. Acreditei, apostei, e vivi sem pensar que poderia estar a alimentar um conto de fadas. Ganhei, porque é com a experiência que se aprende, que se amadurece, que se humaniza! Ganhei, porque é na convivência com os outros que nos conhecemos melhor a nós próprios. Ganhei ao mostrar a minha essência, genuína e sincera! Se não foi estimada, se não foi valorizada e tomada em linha de conta, isso já não é da minha responsabilidade. Fui quem sou, e ganhei por isso mesmo!
Se perdi, apenas foi o sonho e a vontade de prolongar no tempo este estado de espírito que se esvaneceu de forma precoce.
A vida é isto mesmo – um ciclo sazonal de sentimentos e emoções. Uns dias tudo floresce e brilha, outros dias tudo padece, falece… até voltar a nascer mais tarde, de uma forma ou de outra!
Por agora, continua frio.
Talvez o sol volte a brilhar amanhã, ou depois… Quem sabe?
Cindy Sousa, 11.Dezembro.2008
FUGA
Está na hora! É agora! Chegou a minha vez… É tempo de emergir!
Vou fugir, vou correr, vou atirar-me de cabeça com a certeza que, seja o que for que encontrar do lado de lá, será merecedor desta minha fuga.
Farei da liberdade o meu refúgio, o meu esconderijo secreto onde só tem livre-passe quem algum dia, mesmo que por um mero instante, me tenha rejubilado a alma.
Vou seguir em frente, irei por caminhos bravios se tal for necessário, mas levo comigo armas suficientes para derrubar as barreiras e os obstáculos – Esperança. Garra. Amor!
Tanto posso querer estagnar subitamente como nunca mais parar! Isso não importa! A viagem da vida não tem ponto de chegada, nem muito menos hora de conclusão…
Há quem procure argumentos (plausíveis ou não!) para mergulhar. Mas eu não! Eu vou, porque sim! Porque simplesmente assim quero! Porque emana em mim uma vontade… a vontade profunda e incontrolável de ir! E vou!!
Vou com a certeza que não será em vão… e nem chegarei perto do risco de afundar! O fracasso não vigora na ordem do dia…
Só há uma opção – a de ir!
Está na hora! Esta é a minha vez!
Vou saltar, de braços bem abertos, absorvendo o mais que puder, a brisa fresca e renovadora que me invade o corpo pelas narinas. Serei capaz de abrir os olhos, em pleno acto, e ver como o meu corpo acompanha tão fielmente a leveza de minha alma, do meu espírito.
Vou respirar fundo, vou sentir!
Deixo para trás o medo. O seu tempo de domínio sobre mim terminou.
Serei livre! Livre o suficiente para conseguir ultrapassar qualquer tipo de privação, qualquer tipo de dor, de desalento ou desilusão!
A clareza do dia brilha incessante, impulsionando-me para dar início à viagem, ao meu grito desejoso de vida!
Pois bem… Será! Chegou a hora – a derradeira!
Aqui começa a minha luta! Sem regresso!
Em nome da Felicidade… VOU CONSEGUIR!
Cindy Sousa, 13.Julho.2008
Vou fugir, vou correr, vou atirar-me de cabeça com a certeza que, seja o que for que encontrar do lado de lá, será merecedor desta minha fuga.
Farei da liberdade o meu refúgio, o meu esconderijo secreto onde só tem livre-passe quem algum dia, mesmo que por um mero instante, me tenha rejubilado a alma.
Vou seguir em frente, irei por caminhos bravios se tal for necessário, mas levo comigo armas suficientes para derrubar as barreiras e os obstáculos – Esperança. Garra. Amor!
Tanto posso querer estagnar subitamente como nunca mais parar! Isso não importa! A viagem da vida não tem ponto de chegada, nem muito menos hora de conclusão…
Há quem procure argumentos (plausíveis ou não!) para mergulhar. Mas eu não! Eu vou, porque sim! Porque simplesmente assim quero! Porque emana em mim uma vontade… a vontade profunda e incontrolável de ir! E vou!!
Vou com a certeza que não será em vão… e nem chegarei perto do risco de afundar! O fracasso não vigora na ordem do dia…
Só há uma opção – a de ir!
Está na hora! Esta é a minha vez!
Vou saltar, de braços bem abertos, absorvendo o mais que puder, a brisa fresca e renovadora que me invade o corpo pelas narinas. Serei capaz de abrir os olhos, em pleno acto, e ver como o meu corpo acompanha tão fielmente a leveza de minha alma, do meu espírito.
Vou respirar fundo, vou sentir!
Deixo para trás o medo. O seu tempo de domínio sobre mim terminou.
Serei livre! Livre o suficiente para conseguir ultrapassar qualquer tipo de privação, qualquer tipo de dor, de desalento ou desilusão!
A clareza do dia brilha incessante, impulsionando-me para dar início à viagem, ao meu grito desejoso de vida!
Pois bem… Será! Chegou a hora – a derradeira!
Aqui começa a minha luta! Sem regresso!
Em nome da Felicidade… VOU CONSEGUIR!
Cindy Sousa, 13.Julho.2008
Distância de Segurança
À primeira vista pode parecer que é o Código de Estrada o tema deste desabafo, mas não!
Em vários aspectos da vida é importante saber manter uma certa e determinada distância de segurança. Falo em concreto dos sentimentos e das relações que se geram através deles.
Quando se inicia uma relação, seja ela de que género for, há sempre aquela expectativa de como se vai desenvolver, o desejo de que perdure por muito tempo, mas também há o medo, o receio de que a relação padeça.
Os primeiros tempos são sempre inesquecíveis… as promessas que se fazem, os sonhos que se criam juntos, o querer partilhar tudo e mais alguma coisa, a vontade constante de se estar junto, a saudade que surge logo no momento a seguir à despedida, as aventuras que se vivem, as loucuras saudáveis que se partilham, os segredos, … enfim… mil e uma coisas maravilhosas que nos animam e nos enche o coração de alegria e orgulho.
Porém, e é lamentável que assim seja, mas por vezes, e como ninguém é perfeito, essas relações perdem o encanto, tornam-se azedas. É uma fase terrível, pois nessa altura todos os nossos medos iniciais parecem ganhar força própria e tornam-se cada vez mais reais.
Todos os nossos valores e crenças são postos em causa quando a nossa estimada e desejada relação começa a ser atacada e absorvida por sentimentos e atitudes nefastas. É pena mas infelizmente todos nós já sofremos na pele nalguma altura da nossa vida o choque de saber que algo que nos era tão querido é, aos poucos, destruído por motivos vários como por exemplo a mentira, a traição, o cinismo, a falsidade, os “segundos interesses”, o oportunismo, a hipocrisia, …
Aí o desgosto aparece. É como se nos atirassem, com toda a força, uma pedra pontiaguda bem direccionada ao coração! Parece que nada fez sentido, até a confiança em nós próprios perdemos e acabamos por entrar em depressão!!
Por isso, antes de amarmos alguém, devemos aprender a amarmo-nos a nós próprios, acima de tudo.
É bom usufruir de todos os bons momentos que uma relação nos pode dar, é bom vivê-los com toda a intensidade e é óptimo recordar isso passado algum tempo, mas também é necessário manter a racionalidade e ter a consciência de que toda a gente erra…
Por vezes, pode ser sem essa intenção, mas acabamos por sair magoados com alguns gestos, com algumas palavras…
Manter uma distância de segurança entre o sonho e a realidade talvez seja o melhor caminho para minimizar sofrimentos…
É difícil, eu sei! Falo por experiencia própria! Se não gostarmos de nós próprios, ninguém mais gostará!
Cindy Sousa, 30.Setembro.2006
Arrumar o passado
Dizem que a vida é apenas uma passagem...
Na maior parte das vezes, os momentos especiais e as pessoas que neles participam acabam por ficar perdidos no tempo e na memória. Nas alturas em que podíamos, não fomos capazes de dar o devido valor, não soubemos expressar convenientemente os nossos sentimentos por essas pessoas...
O tempo vai passando, vamos arranjando outras ocupações e outras companhias e acabamos sempre por perder a oportunidade de agradecer aquelas pessoas por aqueles momentos fantásticos que vivemos juntos. Porque se pusermos a mão na consciência vamos encontrar, de certeza, aspectos em que mudamos graças a convivência que tivemos e as experiências que passámos.
Mas o tempo é devastador e, e lamentável que assim o seja, mas há coisas que muito dificilmente serão recuperadas porque não foram resolvidas enquanto havia tempo.
Sem rancor, resta-me apenas recordar um passado que tenho em comum com algumas pessoas e deixar aqui o meu pesar por já não partilharmos o mesmo presente. As pessoas que tem sobrevivido ao passar do tempo e que hoje continuam a ter a mesma importância que tinham para mim, agradeço-vos muito pela vossa presença ininterrupta na minha vida e faço votos que assim continue a ser, neste presente e no futuro que nos avizinha.
Cindy Sousa, 01.Abril.2006
Na maior parte das vezes, os momentos especiais e as pessoas que neles participam acabam por ficar perdidos no tempo e na memória. Nas alturas em que podíamos, não fomos capazes de dar o devido valor, não soubemos expressar convenientemente os nossos sentimentos por essas pessoas...
O tempo vai passando, vamos arranjando outras ocupações e outras companhias e acabamos sempre por perder a oportunidade de agradecer aquelas pessoas por aqueles momentos fantásticos que vivemos juntos. Porque se pusermos a mão na consciência vamos encontrar, de certeza, aspectos em que mudamos graças a convivência que tivemos e as experiências que passámos.
Mas o tempo é devastador e, e lamentável que assim o seja, mas há coisas que muito dificilmente serão recuperadas porque não foram resolvidas enquanto havia tempo.
Sem rancor, resta-me apenas recordar um passado que tenho em comum com algumas pessoas e deixar aqui o meu pesar por já não partilharmos o mesmo presente. As pessoas que tem sobrevivido ao passar do tempo e que hoje continuam a ter a mesma importância que tinham para mim, agradeço-vos muito pela vossa presença ininterrupta na minha vida e faço votos que assim continue a ser, neste presente e no futuro que nos avizinha.
Cindy Sousa, 01.Abril.2006
Tempo
Porque fico eu tão triste
Com o passar do tempo,
Se é através dele
Que se adquire experiência?!
É só um sentimento…
(Não vem da inteligência)
Triste e frustrante lamento
É este: ter noção do tempo
Tempo que é amigo do vento
Passa sem nunca voltar
Passa… e não volta o mesmo
Com a mesma força de soprar…
E perco assim o meu tempo… a divagar
Pois divago! Para não lembrar
Que enquanto divago
O tempo passa, sem parar!
Cindy Sousa, 11.Março.2005
Com o passar do tempo,
Se é através dele
Que se adquire experiência?!
É só um sentimento…
(Não vem da inteligência)
Triste e frustrante lamento
É este: ter noção do tempo
Tempo que é amigo do vento
Passa sem nunca voltar
Passa… e não volta o mesmo
Com a mesma força de soprar…
E perco assim o meu tempo… a divagar
Pois divago! Para não lembrar
Que enquanto divago
O tempo passa, sem parar!
Cindy Sousa, 11.Março.2005
(Sem Título)
Ai! O quanto me enraivece
Estar assim a sofrer
Por um amor que envelhece
Muito antes de nascer
Querer e não ter
Sofrer ao perder
Igual a mim não ser
Amar assim até morrer
Estar assim a sofrer
Por um amor que envelhece
Muito antes de nascer
Querer e não ter
Sofrer ao perder
Igual a mim não ser
Amar assim até morrer
Cindy Sousa, 14.Dezembro.2004
Ninguém gosta de mim
Pensar mais do que viver.
Sentidos de vida adversos
Formas diferentes de sofrer
Este é o valor dos meus versos.
(Por vezes)
Vives no mundo da fantasia
Numa inconsciente alegria
Comtemplas os momentos de diversão,
Sem dar ouvidos à razão.
Mas nos assuntos do coração
Não esqueces a dor que sentes, não!
Personalidade independente
Preservas a liberdade.
Só te importa o presente
Difícil é esconder a saudade!!
Como podes tu ignorar o futuro,
Se vives em constante agitação?
Tens medo de perder o Bruno
Será isso mesmo a Paixão?!
Pequenina, leve e engraçada
Toda a gente te acha piada
Mas cuidado! com as companhias
Gente há com muitas manias
Interesseira é essa gente
… deprimente!
Gente que mente, desgraçada!!
Ambiciona tudo, não ajuda nada!
Roupa suja não quero lavar!
Por isso, avanço nesta redacção
Falando do que não esqueço
Daquilo que toca no coração:
Fruto de um jogo do Além
Assim surgiu a nossa amizade
Uns dias mal, outros bem
Vamos crescendo nesta irmandade.
Discussão, ciúme, indiferença, …
Não adianta enumerar!
Alegria, brincadeira, confiança, …
Isso sim! É bom de lembrar!
Mil e uma coisas poderia eu dizer
Sem nunca me repetir
Coisas que estás farta de saber
Vou parar! Escusas de pedir…
Finda-se o poema.
(mas não a amizade!)
Com estima me despeço
Enfim…
Acabo como começo:
“Ninguém” gosta de mim!
Cindy Sousa, 18.Novembro.2004
Sentidos de vida adversos
Formas diferentes de sofrer
Este é o valor dos meus versos.
(Por vezes)
Vives no mundo da fantasia
Numa inconsciente alegria
Comtemplas os momentos de diversão,
Sem dar ouvidos à razão.
Mas nos assuntos do coração
Não esqueces a dor que sentes, não!
Personalidade independente
Preservas a liberdade.
Só te importa o presente
Difícil é esconder a saudade!!
Como podes tu ignorar o futuro,
Se vives em constante agitação?
Tens medo de perder o Bruno
Será isso mesmo a Paixão?!
Pequenina, leve e engraçada
Toda a gente te acha piada
Mas cuidado! com as companhias
Gente há com muitas manias
Interesseira é essa gente
… deprimente!
Gente que mente, desgraçada!!
Ambiciona tudo, não ajuda nada!
Roupa suja não quero lavar!
Por isso, avanço nesta redacção
Falando do que não esqueço
Daquilo que toca no coração:
Fruto de um jogo do Além
Assim surgiu a nossa amizade
Uns dias mal, outros bem
Vamos crescendo nesta irmandade.
Discussão, ciúme, indiferença, …
Não adianta enumerar!
Alegria, brincadeira, confiança, …
Isso sim! É bom de lembrar!
Mil e uma coisas poderia eu dizer
Sem nunca me repetir
Coisas que estás farta de saber
Vou parar! Escusas de pedir…
Finda-se o poema.
(mas não a amizade!)
Com estima me despeço
Enfim…
Acabo como começo:
“Ninguém” gosta de mim!
Cindy Sousa, 18.Novembro.2004
Vi!
Vi!
Senti o que vi
Escrevi o que senti
Mas afinal o que escrevi
Não foi o que vi
Mas apenas o que senti
Daquilo que vi…
Cindy Sousa, 01.Agosto.2004
Senti o que vi
Escrevi o que senti
Mas afinal o que escrevi
Não foi o que vi
Mas apenas o que senti
Daquilo que vi…
Cindy Sousa, 01.Agosto.2004
Se fosses uma música
Se fosses uma música
Serias a minha balada
Nos tempos de solidão
Chegarias ao meu coração
Com as tuas notas de refrão.
Se fosses uma música
Ouvir-te-ia o resto da vida
Nada mais eu quereria
Para além da tua melodia
Queria apenas a alegria
Versada em ti, minha sinfonia.
Se fosses uma música
Eu queria ser o maestro
Para esbracejar o teu ser
Deixar-me-ia envolver
Pelos teus acordes
Que eu orquestro.
Se fosses uma música
Eu quereria ser o disco
E certamente que nenhum risco
Seria capaz de nos estragar
E todo o mundo, por ti, continuaria a cantar.
Se fosses uma música
Serias tudo o que eu queria
Serias…
Simplesmente a minha vida!
Cindy Sousa, 28.Maio.2004
Serias a minha balada
Nos tempos de solidão
Chegarias ao meu coração
Com as tuas notas de refrão.
Se fosses uma música
Ouvir-te-ia o resto da vida
Nada mais eu quereria
Para além da tua melodia
Queria apenas a alegria
Versada em ti, minha sinfonia.
Se fosses uma música
Eu queria ser o maestro
Para esbracejar o teu ser
Deixar-me-ia envolver
Pelos teus acordes
Que eu orquestro.
Se fosses uma música
Eu quereria ser o disco
E certamente que nenhum risco
Seria capaz de nos estragar
E todo o mundo, por ti, continuaria a cantar.
Se fosses uma música
Serias tudo o que eu queria
Serias…
Simplesmente a minha vida!
Cindy Sousa, 28.Maio.2004
Simplesmente Voar
Por vezes,
Desejo ser ave para voar
Voar sem parar
Impor a minha presença
Neste imenso céu
Voar para não sentir
Teu corpo a partir
Teu beijo que se perdeu
Sem chegar para me encontrar
Voar, voar
Voar sem parar
E sem pensar
No que virá depois
Querer sentir
A liberdade no rosto
Querer fugir
Do amor que me prendeu
Do abraço que se deu
Do olhar doce
Que é o teu
Quero voar
Voar para não lembrar
Todos os momentos
De loucura
Que depois da aventura
Se desvaneceram
Sem saber porquê
Quero voar
Fugir, cantar
Voar sem rumo
Voar só por voar
Sem nada a perder
Parar de sofrer
Deixar de te amar!
Quero voar
Voar eternamente
Tocar no infinito
Sentir o sol quente
Afogar a chama que sinto
Cá dentro… por ti!
E no final
Quero voar
Para te apagar
Da memória
Voar sem parar
E tudo o que faço
É voar por ti
Mas tudo o queria
Era apenas voar
Voar sem parar
SIMPLESMENTE VOAR!
Cindy Sousa, 28.Agosto.2003
Desejo ser ave para voar
Voar sem parar
Impor a minha presença
Neste imenso céu
Voar para não sentir
Teu corpo a partir
Teu beijo que se perdeu
Sem chegar para me encontrar
Voar, voar
Voar sem parar
E sem pensar
No que virá depois
Querer sentir
A liberdade no rosto
Querer fugir
Do amor que me prendeu
Do abraço que se deu
Do olhar doce
Que é o teu
Quero voar
Voar para não lembrar
Todos os momentos
De loucura
Que depois da aventura
Se desvaneceram
Sem saber porquê
Quero voar
Fugir, cantar
Voar sem rumo
Voar só por voar
Sem nada a perder
Parar de sofrer
Deixar de te amar!
Quero voar
Voar eternamente
Tocar no infinito
Sentir o sol quente
Afogar a chama que sinto
Cá dentro… por ti!
E no final
Quero voar
Para te apagar
Da memória
Voar sem parar
E tudo o que faço
É voar por ti
Mas tudo o queria
Era apenas voar
Voar sem parar
SIMPLESMENTE VOAR!
Cindy Sousa, 28.Agosto.2003
Subscrever:
Mensagens (Atom)
